quinta-feira, 5 de agosto de 2010

INAUGURAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SANTA COMBA

(conclusão)


"Finda a cerimónia realizou-se uma sessão solene, sob a presidência do sr. Governador Civil, que convidou para fazerem parte da mesa as entidades já referidas, as professoras, o dr. José Miranda, médico do partido de Santa Comba e Guilherme Miller Guerra, tendo usado em primeiro lugar da palavra o sr. presidente da Camara que começou por agradecer a presença do ilustre magistrado do distrito a quem o concelho de Vila Flor e a Camara da sua presidência muito devem , pondo em relevo os melhoramentos que a ridente povoação de Santa Comba tem recebido do Estado Novo.

Foi em seguida dada a palavra à professora oficial D. Carolina Josefa Pinto de Figueiredo, cujo discurso calou fundo na numerosa assistência, e ao menino Guilhermino, aluno da 4ª classe em nome da sua professora sr.ª D. Laura Pinto de Almeida, que se encontra ainda convalescente de uma prolongada doença.
Fechou a série de discursos o sr. Governador Civil que proferiu uma oração cheia de vibração nacionalista e católica, exaltando com eloquência a obra eminentemente patriótica de Salazar e do venerando Presidente da Republica. No final, foram vitoriados entusiasticamente o Estado Novo, Carmona, Salazar e o Governador Civil de Bragança.
Finalmente na esplêndida casa de habitação do sr. dr. Aleixo Guerra, foi servido um primoroso "Pôrto de Honra", que deu pretexto para serem trocados amistosos brindes."


No momento em que estava a captar esta foto, a minha professora primária, não me conhecendo de imediato, veio ter comigo dizendo que não via utilidade em fazer o registo de algo sobre o qual não se conhece nenhuma utilidade. Divagando um pouco sobre o assunto, lá concluimos que, realmente, de pouco serve um tanque sem água e que, o dinheiro que se ali gastou poderia ter sido aproveitado para outras coisas. Ainda acrescentou que, se o tanque não faz falta nenhuma, ao que parece a água faz, pois segundo disse, já por várias vezes forneceu água aos feirantes da festa e a circos que por ali passaram.

Ao que me parece, já nada é como era. Este tanque, ou lá o que é, se pretendia manter a ideia de haver um tanque nas Eiras, jamais o conseguirá, pois as saudades do verdadeiro Tanque das Eiras não permitirão tal ousadia. Tenho tentado, em vão, encontrar uma fotografia desse tanque e até hoje ainda não tive sorte. Quanto à qualidade da água, se crescemos a ouvir dizer que, quem bebesse a água da nossa terra nunca mais de lá saía, o mesmo já não acontece nos nossos dias.

2 comentários:

antoninho maçaroca disse...

olha, olha ...

um blogue sobre a minha terra!!! quem diria que do meio de tanta pasmaceira saisse algo que novo. bamos lá ber se esta xafarrica produz algo que jeito tenha. para já bou-me intreter a ber o histórico e depois lá direi alguma coisa...
quanto há utilidade do tanque, eu sugeria que se enchesse de água e depois botar lá uns poucos de peixes-cabeçudos ... ou melhor, poupavamos os pobres dos peixinhos e punhamos lá só os cabeçudos.

saudades para a minha terra, que há muito que lá não bou

seródio disse...

Olha, olha ... o antoninho maçaroca!

De onde saiu agora o nosso amigo?
Espero que seja bem-vindo a esta "chafarrica", que como várias vezes foi dito, é um espaço que se pretende de todos nós, dos Amigos da Terra.
Espero ainda que passe um bom bocado a ler os artigos do blog e se por acaso lhe aprover dizer alguma coisa, cá estaremos para o ouvir.

abraço conterrâneo

p.s.- já agora podia aproveitar para vir cá e participar no nosso jantar