domingo, 22 de setembro de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

4.º Jantar dos Amigos da Terra

Para evitar sempre a visão do mesmo olhar, este ano as fotografias do jantar foram captadas por outros amigos que tão bem souberam registar todos aqueles magníficos momentos. Há ainda muitas mais fotografias que serão aqui editadas mal sejam enviadas. Garanto-vos que, das 120 fotografias que possuo, tive alguma dificuldade na sua selecção, pois todos elas são um inequívoco testemunho de uma noite bem passada, onde se poderá constatar a verdadeira boa disposição de todos os nossos amigos conterrâneos que estiveram presentes neste jantar.
Houve quem dissesse que este encontro tinha os dias contados e que o número de amigos teria a tendência a diminuir. Puro engano! Este 4.º jantar excedeu todas as expectativas e quase que conseguimos atingir a capacidade máxima da sala de jantar. Ficará para o ano!
O Sr. Morais fez questão que víssemos a apresentação das mesas, pois só assim ficaríamos convencidos do bom serviço que continua a prestar aos amigos. 
Como se bem se pode ver, uma sala recheada de amigos e sempre gentilmente atendidos pela D.ª Inês e pelo sempre simpático Hugo, seu filho.
Amigos que já andavam a prometer há uns anos e que finalmente fizeram questão de marcar presença. Ainda bem!
Familiares amigos e irmãos, que aproveitando as férias, quiseram manter-se unidos e juntar-se ao resto dos amigos da terra. 
A amiga Gena, que tanto orgulho tem nos seus "praças", não resistiu a juntar a malta de 67. Bom ano! (Houve ainda um outro que chegou mais tarde, o Manel "Parrilha")
 Uma mesa também muito bem composta, de onde irradiava muito boa disposição.
 A "ementa do costume", como sempre, deixou toda a gente satisfeita.
 Uma ala de amigos que, muito dificilmente, deixarão de ir a jantares futuros.
Num breve discurso, foram ditas algumas palavras para brindar à amizade e à sempre apreciada saúde, ou melhor dizendo, a uma amizade saudável.
 Agora sim: um brinde com todos os "praças" presentes.
 Amizades que duram, duram, duram ...
 Outras que duram também!
 Conterrâneos emigrantes, cuja presença é sempre bem vinda.
 Casal que fica sempre bem na fotografia ... e no jantar. Que carinho!
 E que ternura!
Ou muito me engano, ou por ali falava-se no tempo das ratoeiras, lá para os lados do Lacoeiro. Até apostava!
 Boa disposição elevada ao seu expoente máximo. Esta botelha-menina espalha alegria aos molhos.
Ou porque ainda ninguém se tinha lembrado, ou porque ninguém queria arriscar errar na letra, este ano cantou-se o hino de Santa Comba. Alguém disse que num jantar de amigos da terra, cantar o seu hino seria obrigatório. Ficou o apontamento. E p'ró ano já sabem: toca a decorá-lo.
Além de enchermos a sala, também enchemos a esplanada. Com um tempo magnífico, continuou-se cá fora  pela noite adentro.
 Presenças femininas bonitas e bem dispostas.
O amigo Nando, que inicialmente não estava na lista, até ficou meio indignado porque eu me tinha esquecido de ele me ter dito, já no anterior jantar, que este ano também vinha. O Nando é valente: marca logo presença de um ano p'ró outro. É assim mesmo. Para o ano lá estaremos, meu amigo!
Só quem participa nestes jantares é que poderá sentir a enorme alegria de partilhar estes momentos. A não perder!
Para o ano, o Sr. Morais até propôs jantarmos todos no meio da rua. E deu-me ideia de que estava a falar a sério.
O saudável encontro intergeracional, é sem dúvida uma das coisas boas que nos proporcionam estes nossos jantares.
Para encerrar a noite, mais um brinde à amizade. 
Boa disposição?!?! Palavras para quê!
Até p'ró ano!

Considerações finais
Quanto à data do jantar, verificou-se que afinal foi boa ideia alterá-la para sexta feira. Se inicialmente, se achou por bem, convocá-lo para quinta feira antes da festa, este ano foi completamente atípico, porque nem houve festa no fim de semana e quinta feira foi feriado. No futuro, talvez seja melhor esperar pelo desenrolar do tempo e depois, atempadamente, definir a sua data.
Sobre o local do jantar, ficou provado inequivocamente, que todos os amigos concordam que se continue a fazer no restaurante Vilariça.
Além da alegria, da saudade, da boa disposição e de tudo aquilo que o jantar representa, haveria outras ideias para o enriquecer ainda mais. Sem dúvida! Irá ser criado, aqui no blog, um sítio dedicado exclusivamente para a preparação de jantares futuros, assim como todos os comentários que se queiram fazer a este post.
Uma vez que já existe um número considerável de fotografias e se por acaso os participantes estiverem interessados em recebê-las, quem ainda não o fez, pode enviar o seu mail para o blog para as poder receber.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Barragem de Santa Comba

Do vasto acervo documental que possuo sobre a nossa aldeia, nem uma única referência existe sobre a nossa barragem. 
Antes de mais, e ao que julgo saber, talvez se justifique esclarecer que não se trata propriamente de uma barragem, mas antes de uma represa de água que se destinava a suster o efeito devastador das águas resultantes das trovoadas que arrasavam as hortas da Ferradosa, da Freixeda e do Feital. Prova disso, é o moinho que se encontra imediatamente a seguir, o qual, segundo a memória do meu saudoso avô, também ele foi vítima da fúria arrasadora dessas águas.
Se bem que, há já alguns anos que a barragem se encontra vedada/tapada, desde sempre possuiu na sua base, sobre o leito do ribeiro da Ferradosa, uma pequena abertura, para dessa forma controlar o fluir do seu caudal nas alturas de maiores precipitações. 
Era precisamente da parte de baixo (a jusante) dessa abertura, que se formava um pequeno charco, onde  a ganapada do meu tempo se deleitava a chapinhar nos dias mais quentes do verão. Para aí, convocávamos as nossas escapadelas, servindo-nos todo aquele lugar como espaço perfeito de brincadeira. 
(Para a rapaziada do meu tempo de escola, ficará para sempre na nossa memória, aquele inesquecível piquenique, em que para todos, as laranjas se tornaram amargas. Eles lembram-se!)
 Até que foi tapada, a barragem nunca conseguira armazenar tanta água como esta.

fotografias captadas em 24.02.2009

Agora, na sua capacidade máxima, e apesar de verter como um canastro, a nossa barragem consegue um bom armazenamento de água, o que atesta bem o caudal daquele ribeiro. 
Como já o disse aqui, sempre ouvi dizer que o ribeiro da Ferradosa nunca seca. Ou muita ou pouca, é um ribeiro onde se podem encontrar sempre uns fios de água, aqui ou ali.
Não sei se só as hortas que estão logo por baixo é que usufruem da sua água para regar, ou se existe realmente um sistema de irrigação montado que sirva os outros campos de cultivo. Não sei.
Mas pela sua capacidade, e se estivesse bem vedada, a nossa barragem tornar-se-ia uma mais valia para a riqueza da nossa terra e para o desenvolvimento do vale em geral. Acho eu!

 fotografias captadas em 06.04.2010

manel zé

Nota: Aviso à navegação - quem pretender visitar a barragem subindo as suas margens, prepare-se para ficar retido na sua margem esquerda mesmo junto ao paredão. É que aí, encontra-se vedada a passagem por cercas e arames. Algo que eu julgo que não devia ser permitido. Julgo eu!

"Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém chama violentas às margens que o oprimem"

Bertolt Brecht