Montaria ao Javali
Realizou-se na nossa aldeia mais uma edição da montaria aos javalis.

Logo cedo, por volta das 8 h 30, começaram a chegar os primeiros caçadores e ia-se dando uma olhadela ao tempo.

Como toda a ajuda é pouca, toca de arregaçar as mangas e começar a tratar do mata-bicho.
Elemento fundamental de uma montaria: as matilhas. Este ano entraram seis.
Como tem vindo sendo hábito, os restos da fogueira de Natal são aproveitados para este dia e diga-se de passagem que bom jeito dá.
Acendem-se outras fogueiras e, enquanto se fazem brasas, aguarda-se que vá chegando o resto do pessoal.
Feitas as brasas, há que pôr nas grelhas as assaduras que vão enriquecer o mata-bicho.
Compra-se a "porta" ...
... e dá-se uma olhadela à mancha.

Montada a mesa para o mata-bicho ...
... todos se apressam em chegar-se à frente para, de navalha em riste, atacar os nacos mais apetecíveis. Além da carne assada, do mata-bicho constava ainda: pão, bolas (das nossas),presunto, queijo, nozes, sumos e vinho.

E obviamente, todos quiseram uma canja quentinha para acabar de reconfortar o estômago.

Aguardava-se o sorteio das portas e ia-se confraternizando, revendo velhos amigos e contando outras façanhas.

Chegado o sorteio, cada caçador era chamado e dirigia-se à organização de onde retirava um envelope com um número. Depois de visto o número, a curiosidade levava-nos novamente a espreitar a mancha para assim vermos a nossa posição.

Visto o número, cada caçador dirigia-se à respectiva armada que o iria levar à porta destinada.

Rego-do-Souto acima, lá seguiram as armadas cada uma com seu destino.

Calhou-me a porta 45. Vim na armada do Ti Chico, o qual me disse ser ali bom sítio.

Na paisagem, viam-se lá atrás, montes de Benlhevai.
Como a minha porta se encontrava quase no limite da mancha e logo no local onde entraram duas matilhas, após a passagem destas logo deduzi que a montaria para mim estaria feita.

A chegada com o resultado da caçada é sempre aguardada com expectativa pelos caçadores e também por muitos locais curiosos.

Apesar de tudo não foi má, mas nada que se comparasse com o ano passado, onde se capturaram 11 peças.

Enquanto se rematavam 3 dos javalis, iam-se vendendo umas rifas para sortear o outro. Sorte que acabou por calhar a um caçador de Sampaio.

No interior do salão, encontrava-se já posta a mesa para dar de jantar aos caçadores.

Em saudável convívio, caçadores, matilheiros e outros colaboradores, finalizaram então este comprido e agradável dia.
Apesar de ainda não ter feito muitas montarias, ainda não vi nenhuma com as condições da nossa. E esta conclusão pode também ser escutada nos comentários que outros caçadores vão fazendo: boa organização, boas condições, espaço à farta para estacionamentos e o mais importante: tem havido sempre recos.
Resta-me concluir com agrado, o facto de alguns conterrãneos nossos, mesmo não sendo caçadores, participaram com muito agrado nesta actividade, sentido algum orgulho por dela fazer parte.