terça-feira, 13 de maio de 2008

Santa Comba em 1960

“Santa Comba da Vilariça é uma freguesia do concelho de Vila Flor, donde dista cerca de 11 quilómetros, ficando para Nor-Nordeste e na margem direita da Ribeira da Vilariça, a 270 metros de altitude. Sobre a origem da freguesia supõe-se que a primitiva povoação se situou junto do ribeiro da Ferradosa, dado o aparecimento no local de restos de construções. Ali costumam aparecer vestígios de local romanizado, assim como no Rego do Souto.
Há referências a Santa Comba em vários documentos, dos quais se destacam as inquirições de D. Afonso III em 1258. A antiga paróquia era da apresentação dos abades do Mosteiro de Bouro, pertencente aos Bernardos. A atestar a sua antiguidade e valor encontramos várias casas apalaçadas e solarengas em cantaria bem aparelhada e assente, três cruzeiros, dos quais um data do século XIII, bem como a típica chaminé da Casa dos Ochoas. Nos meados do século XIX (primeiro em 27 de Março de 1865 e depois em 20 de Junho de 1876) é instalada ali a Escola Primária oficial para ambos os sexos, embora separados como era característico na altura. Em 1864 tinha 110 fogos e 441 habitantes. No censo seguinte, 1878, já tinha 133 fogos e 538 pessoas das quais 263 eram varões. Durante o século XX atinge 695 habitantes em 1940, enquanto em 1960 já tinha 741. Depois foi diminuindo e em 1991 ali residiam 535 pessoas, 225 das quais eram do sexo masculino. Em 2001 eram 471 residentes sendo 228 masculinos.
Em 1960 havia na freguesia 2 albardeiros, 3 alfaiates, 6 lagares de azeite, uma casa de pasto, uma loja de fazendas, um ferrador, 9 agricultores/lavradores registados, uma mercearia, um Grupo Dramático Santa Combadense, sendo o Pároco, José Alberto Araújo, o regedor Álvaro Augusto Freixo, o Presidente da Junta, Manuel de Oliveira, e professores: Alfeu Assunção Baptista e Angélica Cortinhas”.
Nos últimos tempos o desenvolvimento local é notório, mecanizando a agricultura, construindo pequenas indústrias, formando algumas empresas ou dedicando-se ao comércio. Tem o Vale da Vilariça a seus pés, e o cruzamento de estradas que vêm quer de aldeias de Alfândega da Fé, quer de Macedo ou Mirandela, quer de Moncorvo que ajuda ao seu progresso. As principais produções da terra são o azeite, o trigo, o vinho, os pomares de laranjeiras, pessegueiros e outras espécies de frutas, as hortaliças diversas, a batata. Serralharias, carpintarias, oficinas de automóveis, moagem, padaria, posto de abastecimento de combustível e até um restaurante.
É ali que também se situa o Campo de Futebol. Aproveita também as serras que a separam de Vila Flor, como a Fragada ou o Monte de D. Maria, para pastorearem os seus rebanhos de ovelhas e de cabras.
Nos tempos de lazer, juntam-se na Rua da Portela, no Largo da Barreira, ou no Largo das Eiras. Por vezes jogam à raiola, ao fito, e praticam futebol. Têm um Grupo Desportivo e Cultural de Santa Comba que tem feito parte dos campeonatos distritais de futebol”.

Fonte: Barroso da Fonte. Dicionário dos mais ilustres Transmontanos e Alto-Durienses. Vol. III. Editorial Cidade Berço. 2003.

3 comentários:

duarte disse...

ó seródio
nesta aldeia existem dois restaurantes,e pertíssimo( 2km), um belo complexo de turismo rural: a quinta do barracão que para além de uma reserva de caça( julgo eu) tem promovido bastante a nossa região... existe também uma associação de caçadores que tem estado bastante activa.
ecos da praça da liberdade

Isabel Braz disse...

olá pai gostei do teu comentário Muito beijos fofos da tua filha Isabel(melga)!!!!!!!!!!!!!!!

Manuel João disse...

É sempre grato quando em navegação através da Web nos deparamos com as nossas origens... sobretudo quando vivemos fora. Li com toda a atenção o excelente texto que dá a conhecer um pouco do passado da terra onde nasci e que visito de quando em vez, sempre com grande saudade.
Mas foi igualmente emocionante este encontro com o passado ao encontrar uma referência ao meu saudoso pai, Álvaro Augusto Freixo que, então, nos longínquos anos 50 do século passado, exercia as funções de Regedor.
Manuel João Vaz Freixo