sexta-feira, 17 de junho de 2011

Carta Aberta


Vila Real, 18 de Junho de 2011
Aos conterrâneos
Tendo em conta a profusão e variedade de comentários que o post de 19 de Maio provocou, enquanto seu autor e administrador do blog, cumpre-me dirigir estas palavras a todos os conterrâneos que assiduamente visitam este espaço. Embora não me sinta obrigado a justificar o que quer que seja, talvez se torne oportuno reflectir sobre a finalidade e utilidade do blog. Além da participação dos comentadores, houve ainda vários conterrâneos que se dirigiram ao blog utilizando o endereço do correio electrónico manifestando também eles algum desconforto com o rumo dos acontecimentos.
Apesar de não ter nascido em Santa Comba, criei-me lá até aos dez anos, idade com que saí, para depois só lá voltar quando as oportunidades se proporcionam. Desde sempre fui criado numa infância feliz, numa terra que me deu gratas e boas recordações, as quais servem para fortalecer os laços que a ela me ligam.
Toda a vontade que tive, e tenho, de estar na minha terra, é proporcional à distância que dela me separa. Por estar sempre fora é que a ideia da criação do blog ganhou força, para assim compensar de alguma forma a tão indesejada ausência. Criei-o tendo como finalidade primeira partilhar tudo o que possuo sobre Santa Comba, independentemente do seu interesse e relevância, e sempre esperando que também outros conterrâneos colaborassem na sua construção.
Os pressupostos da vontade, liberdade e responsabilidade, que estão na base da sua criação, manter-se-ão inabaláveis, porque só assim se poderá construir um espaço plural, digno e coerente. Por isso mesmo, logo desde o primeiro dia ponderei a hipótese de filtrar e moderar os comentários, mas decidi não o fazer para que a participação dos visitantes fosse feita com total imparcialidade. A história continuará a escrever-se com actos e palavras e dessa forma restará aos seus autores a consciência de os ter efectuado. Contudo, para isso será imperativo que essa consciência se reflita na assinatura dos comentários.
Não me considero pessoa de crítica maliciosa, nem gosto de utilizar a ironia no meu discurso, mas tal não impedirá que me interrogue sobre as coisas e sobre elas formar os meus juízos de valor, onde obviamente irão transparecer aspectos do meu carácter. Não defendo qualquer facção política, nem represento quaisquer interesses cooperativos, que não sejam outros que possam resultar em proveito e desenvolvimento na nossa terra. Inevitável e fisicamente irei continuar longe da minha aldeia, mas tal não impedirá de me disponibilizar para colaborar naquilo que me for possível.
Sem querer reclamar qualquer protagonismo, nem protagonizar qualquer acto de coragem, irei prosseguir com a actualização do blog, partilhando informação e promovendo outros assuntos passíveis de causar interesse e reflexão sobre ao que aquilo a todos diga respeito e que isso possa agregar vontades em torno de projectos comuns.
Que o carinho e o interesse pela nossa terra prevaleça.
Abraço conterrâneo
Manuel José Vilares

9 comentários:

Nanda Fontes Reis disse...

Olá primo...
Há coisas na minha vida, que jamais quero esquecer, e uma delas é o sitio onde vivi a minha infância e tb adolescência(tempos de muita felicidade).
Apesar de não estar longe, é aqui no TEU blog que por vezes recordo tais momentos...
Por tudo isto, agradeço-te e dou-te os parabéns pelo teu trabalho.

Até qualquer dia

A.Silva disse...

Olá Seródio;
É por esse mesmo caminho que caminharei, estimação, união, simplicidade e sinceridade, entres outros, estes são os valores que caracterizam e definem a nossa TERRA.
Espero que outros nos sigam,aqui ou a Km de distância (o afecto não tem medida ou peso), só assim poderemos marcar a diferença e vincar positivamente o passado, presente e, quiçá, traçar o futuro.

Juízinho para os respectivos anónimos!

Aquele Abraço,

A.Silva

DNV disse...

Nem mais companheiro.
Quanto à busca de protagonismo, espero que não o façam por estas bandas. De ti emana o que sempre apreciei( e para a qual te alertei), a tua forma "naif" de ver o ou quem te rodeia.Maldade tenho visto o suficiente ao longo da minha existencia... uma boa dose de Maquiavel esplicaria muitas formas de estar (mesmo sabendo que Maquiavel era um negociador/diplomata), mas afinal que somos todos na essencia? Eu Duarte considero-me um bicho-homem no meio de tantos outros, não valendo, nem mais, nem menos. Nunca menosprezando o meu semelhante, mas sabendo da vertente predatória mais vincada nalguns individuos. Isto sem pejoração.
Continua companheiro, que este é um trabalho que tem todo o seu mérito e que leva a Terra que é nossa, a todos os cantos do mundo.
Sinmplesmente abraço.

Isabel Fontes disse...

Olá primo
Parabéns pela tua postura, pela amizade que nutres pela nossa terra e pela oportunidade que dás a nós de partilharmos ideias, gostos, opiniões acerca da nossa terra. É bom vir aqui, é um registo que fica e que pode e deve crescer. Ser de Sta. Comba não são aqueles que cá nasçam ou cá habitem mas sim aqueles que gostem, respeitem, estimem e. construam. Uma ideia, não é possível aceitar apenas comentários com nome?

duarte disse...

DNV: duarte no vale.

seródio disse...

Olá Nanda

pois é prima, também eu recordo esses tempos como genuínos e felizes. Embora fossem outros tempos, pela sua simplicidade tornavam-se muito mais intensos.

Até qualquer dia

seródio disse...

Olá A.Silva

enquanto pessoas amigas da terra compete-nos defender os valores que fazem de nós uma terra da qual todos nos orgulhamos. Seja pela diferença, seja pela distância, seja pelo que for, de certeza que todos nos empenharemos para que Santa Comba continue a ser sempre a nossa terra.

Aquele abraço

seródio disse...

DNV (Duarte No Vale)

encontrar-nos-emos eternamente sob condição de bicho-homem. A parte da socialização,que sempre nos foi tão cara, se for conduzida no bom sentido e de coração aberto, de certeza que nos levará pelos melhores caminhos, os quais haveriamos de trilhar em comunhão, de forma brilhante ... e sem trágica.

abraço companheiro

seródio disse...

Olá Isabel

comungo inteiramente contigo a definição daqueles que se sentem de Santa Comba, minha prima.
É óbvio que quem está longe sente mais necessidade de se encontrar com as suas próprias raízes e este espaço poderá servir para isso: um local de encontro e de partilha.
Quanto aos comentários, ficou já estabelecido no último post a obrigatoriedade da sua assinatura.