terça-feira, 13 de julho de 2010

INAUGURAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SANTA COMBA

(continuação)

"O programa das festas foi o seguinte: Chegada às 17 horas e meia, sendo o sr. Governador Civil aguardado à entrada da povoação pela Junta de Freguesia, regedor, dr. Aleixo Guerra e Graciano Monteiro, importantes proprietários naquela localidade, que do Pôrto, onde residem, vieram expressamente para assistir àquele acto; centenas de pessoas acompanhadas da Filarmónica Vilaflorense da regencia do mestre Freitas.

Em seguida, o sr. Governador Civil, acompanhado das entidades oficiais, dirigiu-se às nascentes e depois à Igreja Matriz, onde foi celebrada pelo vigário reverendo João Lopes, missa cantada, acompanhada por um grupo de meninas de Santa Comba.

Finda a cerimónia religiosa organizou-se o cortejo em direcção ao Largo das Escolas. Tomaram parte as autoridades, o reverendo pároco, paramentado, que acompanhava a Cruz, as crianças das escolas com os respectivos professores, Filarmónica Vilaflorense, a Tuna da Casa do Povo de Valfrechoso com bandeira e milhares de pessoas de Santa Comba e povoações circunvizinhas deste concelho e do vizinho de Alfândega da Fé. Naquele local procedeu o rev. pároco à benção dum dos 7 marcos fontenários distribuídos pela povoação, e em seguida do lavadouro publico, que tem 12 torneiras que abastecem igual número de lavadouros; tanto este como aquele encontravam-se ricamente ornamentados e fechados com laços de fita que foram cortadas pelo sr. Governador Civil, ouvindo-se nessa altura numerosas palmas e "vivas" ao Estado Novo e seus Chefes."

in, Diário da Manhã, 20-06-1939

(continua)

2 comentários:

Anónimo disse...

interressante é apercebernos da quantidade de fontes e marcos que pululam por aí,sim, mas inoperantes...
sinais dos tempos?
abraço

seródio disse...

Sempre ouvi dizer que, quem bebesse água de Santa Comba, jamais sairia de lá. Porém, hoje em dia, a água da aldeia já não consegue radicar as pessoas da mesma forma. Os marcos restam-se de pé, inertes, donde já não se mata sede nenhuma.
Tempos houve ...

abraço