As bandeirolas que todos os anos servem param engalanar o campanário da nossa igreja. Não sei se haverá alguma simbologia relativa às suas cores, mas pelo que parece a sua ordem parece ser aleatória.
domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010

- O artigo que agora aqui se apresenta, foi publicado na edição de Junho do Contrabando, revista rayana multilingue. A convite do seu director adjunto Carlos d'Abreu, foi-me proposto o convite para escrever "qualquer coisa" sobre a nossa aldeia, uma vez que um dos propósitos dessa revista é dar a conhecer uma aldeia transmontana em cada edição. Trata-se de um simples artigo de opinião, o qual pretende reflectir algumas impressões e sentimentos sobre algumas realidades da nossa terra. Além deste artigo foi ainda publicado um outro da minha autoria, assim como outros apontamentos escritos pelo próprio Carlos d'Abreu. O outro artigo, de cariz e rigor histórico será também aqui publicado. Foram ainda publicadas fotografias minhas nos jornais, cujas legendas se encontram totalmente descontextualizadas. Devo acrescentar que as legendas não são da minha autoria, mas sim da equipa de maquetagem da revista.Os meus conhecimentos sobre Santa Comba não me permitiriam cometer tais lapsos. No jantar realizado em Agosto, foram distribuídos exemplares da revista por alguns amigos que se mostraram interessados em ler o que se escreveu sobre Santa Comba, e não só, presumo. No entanto, se por curiosidade alguém quiser ler o Contrabando on-line (de fácil "manuseamento"), poderá fazê-lo consultando o seu site em http://www.contrabando.org/.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Conforme combinado, realizou-se no passado dia 19, 5ª feira pelas 20.00 horas aquele que foi o 1º Jantar dos Amigos da Terra.
A ementa foi a seguinte:
Entradas: linguiça assada, presunto com melão, bolos de bacalhau e queijo.
Prato: posta, batatas, arroz e salada.
Bebidas: vinho branco e tinto, refrigerantes e água.
Sobremesa: mousse de pêssego, pudim, fruta e queijo.
Café
Preço: 15 vilariças
Em termos de conclusão e como balanço final, parece não ter havido falhas. Notou-se uma enorme alegria nas pessoas presentes, com grande vontade de estar e orgulho de ter participado no jantar. Parece ter ficado assente, que seria uma ideia para continuar e convencidos de que para o ano seremos ainda mais. Mais tarde, e conforme conversado, será colocada aqui no blog uma caixa de sugestões, onde quem quiser, poderá contribuir com as suas ideias para a realização do jantar do próximo ano.
Resta-me ainda acrescentar, porque quase que me esquecia: os amigos Acúrcio, Ferreira, Luis Carteiro e Jorge Estica não puderam estar presentes mas comunicaram-no antecipadamente. Além de o terem feito, pediram ainda para enviar cumprimentos a todos os presentes. Como não houve oportunidade de o fazer, aqui ficam os cumprimentos desses amigos que, com muita pena nossa não nos puderam acompanhar. Outras oportunidades virão. Há mais dias do que chouriças.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Escudo de azul, chaminé . Coroa mural de pratade ouro, acompanhadanos flancos de um ramos de três galhos de oliveira, de prata, frutados de ouro; em campanha duas géminas ondadas de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "SANTA COMBA de VILARIÇA".
Bandeira
Amarela. cordão e borlas de ouro azul. Haste e lança de ouro.
Selo

Nos termos da Lei, com a legenda: "Junta de Freguesia de Santa Comba de Vilariça - Vila Flor".
Fonte: http://portugal.veraki.pt/freguesias/heraldicaf
Não faço ideia quem tenha sido o mentor do nosso brasão, mas vá lá que não se esqueceu de incluir dois aspectos de relevante importância relativos à nossa aldeia: a Chaminé do Ochoa e a cultura da azeitona.
Agora, o que eu nunca percebi, é porque continuam a chamar à nossa aldeia, Santa Comba de Vilariça. Mas de porquê? Os iluminados da administração pública lá da capital, deveriam sair do conforto do ar condicionado dos seus estofados gabinetes e vir cá cima ver, e ouvir, se alguém chama assim à nossa terra. Na volta nem sabem que se situa em pleno Vale da Vilariça!
E já agora, que venham cá por esta altura, para o "estorrer" do sol lhes marcar na moleirinha de uma vez por todas. Certamente jamais se esqueceriam.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
INAUGURAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA EM SANTA COMBA
(conclusão)
"Finda a cerimónia realizou-se uma sessão solene, sob a presidência do sr. Governador Civil, que convidou para fazerem parte da mesa as entidades já referidas, as professoras, o dr. José Miranda, médico do partido de Santa Comba e Guilherme Miller Guerra, tendo usado em primeiro lugar da palavra o sr. presidente da Camara que começou por agradecer a presença do ilustre magistrado do distrito a quem o concelho de Vila Flor e a Camara da sua presidência muito devem , pondo em relevo os melhoramentos que a ridente povoação de Santa Comba tem recebido do Estado Novo.
No momento em que estava a captar esta foto, a minha professora primária, não me conhecendo de imediato, veio ter comigo dizendo que não via utilidade em fazer o registo de algo sobre o qual não se conhece nenhuma utilidade. Divagando um pouco sobre o assunto, lá concluimos que, realmente, de pouco serve um tanque sem água e que, o dinheiro que se ali gastou poderia ter sido aproveitado para outras coisas. Ainda acrescentou que, se o tanque não faz falta nenhuma, ao que parece a água faz, pois segundo disse, já por várias vezes forneceu água aos feirantes da festa e a circos que por ali passaram.
Ao que me parece, já nada é como era. Este tanque, ou lá o que é, se pretendia manter a ideia de haver um tanque nas Eiras, jamais o conseguirá, pois as saudades do verdadeiro Tanque das Eiras não permitirão tal ousadia. Tenho tentado, em vão, encontrar uma fotografia desse tanque e até hoje ainda não tive sorte. Quanto à qualidade da água, se crescemos a ouvir dizer que, quem bebesse a água da nossa terra nunca mais de lá saía, o mesmo já não acontece nos nossos dias.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
(continuação)
"O programa das festas foi o seguinte: Chegada às 17 horas e meia, sendo o sr. Governador Civil aguardado à entrada da povoação pela Junta de Freguesia, regedor, dr. Aleixo Guerra e Graciano Monteiro, importantes proprietários naquela localidade, que do Pôrto, onde residem, vieram expressamente para assistir àquele acto; centenas de pessoas acompanhadas da Filarmónica Vilaflorense da regencia do mestre Freitas.
Em seguida, o sr. Governador Civil, acompanhado das entidades oficiais, dirigiu-se às nascentes e depois à Igreja Matriz, onde foi celebrada pelo vigário reverendo João Lopes, missa cantada, acompanhada por um grupo de meninas de Santa Comba.
Finda a cerimónia religiosa organizou-se o cortejo em direcção ao Largo das Escolas. Tomaram parte as autoridades, o reverendo pároco, paramentado, que acompanhava a Cruz, as crianças das escolas com os respectivos professores, Filarmónica Vilaflorense, a Tuna da Casa do Povo de Valfrechoso com bandeira e milhares de pessoas de Santa Comba e povoações circunvizinhas deste concelho e do vizinho de Alfândega da Fé. Naquele local procedeu o rev. pároco à benção dum dos 7 marcos fontenários distribuídos pela povoação, e em seguida do lavadouro publico, que tem 12 torneiras que abastecem igual número de lavadouros; tanto este como aquele encontravam-se ricamente ornamentados e fechados com laços de fita que foram cortadas pelo sr. Governador Civil, ouvindo-se nessa altura numerosas palmas e "vivas" ao Estado Novo e seus Chefes."
in, Diário da Manhã, 20-06-1939
(continua)
sábado, 19 de junho de 2010
Pelo que se pode ser nesta foto, poder-se-á calcular a monumentalidade do moinho e a grandeza do cubo, visto que na foto anterior, a parte do cubo que se vê, ainda é por cima da parede.
Ainda tentamos esgravatar e limpar a caleira da levada, também escavada na rocha, mas obviamente o tempo não dá para tudo. Ficará para uma próxima oportunidade.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Numa manhã de um acostumado dia quente de Agosto, o Paulo e eu tinhamos finalmente encontrado o moinho da Ferradosa
Pela sua enorme estrutura, terá sido um engenho com grande actividade.
É óbvio que sem a ajuda do Zé Bernardo teriamos levado mais tempo a encontrar o moinho.
Sabendo da nossa intenção, logo se prontificou para nos acompanhar na descoberta.
E ficou tão entusiasmado como nós!
Numa fotografia que ainda não vai aqui, poder-se-á ver mais tarde, uma das paredes do moinho
.Aliás, uma parede "esborralhada" por alguma trovoada.
Esta é a saída por onde a força da água fazia mover o moinho. Não o parecendo, é muito maior do que parece.
O meu avô lembrava-se deste moinho trabalhar. Também por isso, a minha curiosidade aumentou.
E desde já, acho que é um belíssimo passeio.
