A igreja estava cheia de gente. Conterrâneos que, tal como eu, não quiseram perder a oportunidade de participar neste magnífico acontecimento carregado de tanto significado.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sábado, 4 de dezembro de 2010
Se percorrermos os antropónimos dos nossos conterrâneos, encontramos ainda muitos deles ligados às profissões que exerciam. Assim de repente vêm-me à ideia alguns: Ferrador, Caldeireiro, Trolha, Pedreiro, Ferreiro, Albardeiro, Alfaiate, Moleiro ...
Um amigo também interessado nestas coisas corográficas, disse-me um dia que, não há outra aldeia no concelho com tantas profissões como a nossa (em tempos de outrora, obviamente). Essa proliferação de profissões levou-me a concluir e a sustentar a tese de que, esta opção se devia ao facto de os habitantes da altura não serem donos de terras, isto porque o principal senhorio era o Mosteiro de Bouro, cujas terras ia arrendando a rendeiros de fora. Assim sendo, os nossos antepassados viram-se na obrigação de se dedicarem a outras actividades económicas que não o trabalho da terra. No segundo sentido desta opção, e sabiamente, esses mesteres (profissional que domina uma arte) acabavam por produzir artigos que depois forneciam ao Mosteiro, aos seus rendeiros e que também venderiam nas feiras.
Contudo, com o tempo, a partir de 1834, e com a extinção das ordens religiosas, as terras do Mosteiro foram parar às mãos de burgueses endinheirados que as remataram em hasta pública, quase todos eles oriundos de fora. Esses novos brugueses formaram as chamadas casas grandes, como a Casa Oliveira, a Casa do Aleixo, a do Monteiro, e provavelmente outras. Estas casas agregavam em si grupos de obreiros que, anualmente, trabalhavam as terras dessas casas, que dependendo das actividades, se viam obrigados a reforçar essa gente, nomeadamente no tempo das vindimas e da apanha da azeitona.

O termo que me parece mais adequado para denominar esta gente é mesmo a palavra obreiro. Geralmente homens, eram pessoas pouco qualificadas pelo que o exercício da sua função não exigia grande especialização, embora houvesse alguns mais experimentados em algumas tarefas, tais como a enxertia, a poda ou a limpa. Por isso, o título do post pode não ser o mais adequado, mas só o escolhi porque todos eles estão com o satcho nas mãos ( e a imprescindível cabaça).
Pelo que julgo saber, já só um deles se encontra vivo, tendo todos os outros falecido, um deles afogado num poço. Quando me mostraram a fotografia, houve caras das quais me lembrava ainda perfeitamente, outra que não conheci e outra sobre a qual tenho dúvidas. Talvez o único sobrevivente venha aqui parar e assim nos possa fazer a legendagem correcta.
A fotografia foi-me emprestada pelo Zé Carlos "Preto" que me chamou lá a casa para entusiasticamente ma mostrar, com a ideia de que fosse colocada aqui no blog, o qual ele não se cansa de orgulhosamente divulgar pelos seus colegas camionistas, para apreciarem as maravilhas da sua terra. A nossa terra agradece. Obrigado, Zé Carlos.
domingo, 21 de novembro de 2010
As bandeirolas que todos os anos servem param engalanar o campanário da nossa igreja. Não sei se haverá alguma simbologia relativa às suas cores, mas pelo que parece a sua ordem parece ser aleatória.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010

- O artigo que agora aqui se apresenta, foi publicado na edição de Junho do Contrabando, revista rayana multilingue. A convite do seu director adjunto Carlos d'Abreu, foi-me proposto o convite para escrever "qualquer coisa" sobre a nossa aldeia, uma vez que um dos propósitos dessa revista é dar a conhecer uma aldeia transmontana em cada edição. Trata-se de um simples artigo de opinião, o qual pretende reflectir algumas impressões e sentimentos sobre algumas realidades da nossa terra. Além deste artigo foi ainda publicado um outro da minha autoria, assim como outros apontamentos escritos pelo próprio Carlos d'Abreu. O outro artigo, de cariz e rigor histórico será também aqui publicado. Foram ainda publicadas fotografias minhas nos jornais, cujas legendas se encontram totalmente descontextualizadas. Devo acrescentar que as legendas não são da minha autoria, mas sim da equipa de maquetagem da revista.Os meus conhecimentos sobre Santa Comba não me permitiriam cometer tais lapsos. No jantar realizado em Agosto, foram distribuídos exemplares da revista por alguns amigos que se mostraram interessados em ler o que se escreveu sobre Santa Comba, e não só, presumo. No entanto, se por curiosidade alguém quiser ler o Contrabando on-line (de fácil "manuseamento"), poderá fazê-lo consultando o seu site em http://www.contrabando.org/.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Conforme combinado, realizou-se no passado dia 19, 5ª feira pelas 20.00 horas aquele que foi o 1º Jantar dos Amigos da Terra.
A ementa foi a seguinte:
Entradas: linguiça assada, presunto com melão, bolos de bacalhau e queijo.
Prato: posta, batatas, arroz e salada.
Bebidas: vinho branco e tinto, refrigerantes e água.
Sobremesa: mousse de pêssego, pudim, fruta e queijo.
Café
Preço: 15 vilariças
Em termos de conclusão e como balanço final, parece não ter havido falhas. Notou-se uma enorme alegria nas pessoas presentes, com grande vontade de estar e orgulho de ter participado no jantar. Parece ter ficado assente, que seria uma ideia para continuar e convencidos de que para o ano seremos ainda mais. Mais tarde, e conforme conversado, será colocada aqui no blog uma caixa de sugestões, onde quem quiser, poderá contribuir com as suas ideias para a realização do jantar do próximo ano.
Resta-me ainda acrescentar, porque quase que me esquecia: os amigos Acúrcio, Ferreira, Luis Carteiro e Jorge Estica não puderam estar presentes mas comunicaram-no antecipadamente. Além de o terem feito, pediram ainda para enviar cumprimentos a todos os presentes. Como não houve oportunidade de o fazer, aqui ficam os cumprimentos desses amigos que, com muita pena nossa não nos puderam acompanhar. Outras oportunidades virão. Há mais dias do que chouriças.